segunda-feira, 20 de abril de 2009

SERMÃO: A visão do Reino → Salmo 119:18

A visão é tão importante na concepção de Deus, que Ele reservou espaço especial na sua Palavra para nos ensinar a respeito disso. Contudo, não se trata da visão literal, física, que nos permite enxergar as cores a nossa volta e sem a qual nossa vida seria um verdadeiro caos, e sim da visão espiritual, cuja essência está em ver além dos olhos físicos e entender plenamente o significado do Reino de Deus. Vejamos alguns exemplos que, certamente, nos ajudarão a entender acerca da visão espiritual. Para tanto, vejamos cinco visões retratadas na vida de alguns personagens da Bíblia, as quais maximizarão situações bastante conhecias por todos nós.



* A VISÃO DISTORCIDA: No livro de Números 13:33, encontramos aquilo a que podemos chamar, conforme um certo escritor, de síndrome do gafanhoto. É, talvez, o exemplo mais adequado para falar da visão distorcida, que temos, às vezes, acerca da realidade à nossa volta, levando-nos a um olhar pessimista do problema e, por conseqüência, impedindo-nos de ver a ação divina. A pior visão sobre nós é aquela que vem de nós próprios. Não é quando não acreditam em nós ou pensam o pior a nosso respeito, e sim quando nós próprios, levados pelas circunstâncias, nos enxergamos como insetos, fracos e impotentes diante dos desafios da vida. A pergunta é: Como temos nos visto? O que vemos de nós? Qual a imagem que reflete quando nos olhamos no espelho? A visão distorcida nos impossibilita de

* A VISÃO TRANSFORMADA: a história de Jacó retrata com maestria o que significa mudar de visão, uma vez que a sua vida nunca mais foi a mesma após um encontro marcante com um anjo do Senhor. Ou seja, mudar de visão implica em mudar de postura. Não existe a primeira atitude sem a segunda. É impossível a pessoa não mudar de atitude uma vez que sua visão foi mudada. E no cap. 32 a partir do verso 22, temos a real dimensão dessa verdade: Jacó passa a noite com um Anjo do Senhor, uma teofania (manifestação visível de Deus), luta com ele, insiste em pedir a benção, é abençoado, tendo como sinal uma marca na coxa e sai dali se chamando Israel, um novo homem, diferente, honesto, arrependido pelo mal que cometera ao seu irmão Esaú e disposto a reparar o erro do passado. O exemplo de Jacó é categórico, já que traz evidências reais fortes e positivas do pós encontro com Deus. Jacó mostra, também, que o homem, para ter a visão aberta, deve estar disposto a sofrer. Isto é, o processo de ter os olhos espirituais abertos é doloroso; é quase uma cirurgia espiritual, mas produz resultados para a vida toda.

* A VISÃO REVELADA: (Mt 16:16-18) - quando o Senhor Jesus, em Cesaréia, interrogou os discípulos sobre quem o povo dizia ser ele, perguntando, diretamente em seguida, se eles próprios sabiam quem ele era, temos um exemplo categórico de visão revelada. Pedro, com uma firmeza extraordinária, dando até a entender que a resposta era por demais óbvia, responde ao mestre: Senhor, tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. Ora, temos aqui um recorte cristalino da visão que Pedro tinha sobre Jesus. Ele sabia quem era Jesus; ele simplesmente sabia. E mais ainda, trazendo para os nossos dias, podemos também indagar: qual a visão que temos de Jesus? Como o vemos? Quem é Jesus para nós? A pergunta pode parecer despropositada, porém, se fizermos uma reflexão honesta, veremos que, nem sempre, temos a dimensão exata de quem é Jesus.

* A VISÃO MODIFICADA: alguns episódios muito interessantes também nos ensinam algo acerca de visão espiritual. Em Lucas 24:21; João 14:5 – 9; Atos 1:6; 10:9 – 34 e 11:1 – 18, nos deparamos com homens que andavam com Jesus, dialogavam com Jesus, testemunhavam os milagres de Jesus, ouviam os ensinamentos de Jesus, contudo ainda não tinham uma visão correta de Jesus e do que era, de fato, o seu Reino. Vale lembrar que esses homens tinham uma profunda experiência com Cristo, sinalizando as duas últimas referências, as quais marcam o pós-derramamento do Espírito Santo.

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